quarta-feira, novembro 01, 2006

Quando a noite cai lentamente


Quando a noite cai lentamente,
Ouço o teu violoncelo que chora
Na mão trémula que se demora
Nas cordas apaixonadamente.

E, cada nota que se solta
É uma lágrima de saudade que cai
E em orvalho se esvai
Na minha alma nele envolta.

Assim te sinto em melodia,
Melancólica como a Lua pálida,
Desejosa de sentir a mão cálida
Que em mim tocará a sinfonia.

Nos teus braços serei o instrumento
Que cantará vibrante de emoção.
A pauta será o fogo da paixão,
Harmonioso em cada momento.

17 comentários:

Delfim Peixoto disse...

E se o violoncelo pudesse falar,( e fala), diria que a Élegie que toca, são as notas por ti inventadas neste poema!
Hoje, quem sai com uma lagrima, sou eu!
Bjs ternos no teu coração e um abraço apertado na tua alma !

Luna disse...

Não deixes os acordes dessa musica, vibrarem tristemente,junta os acordes da tua harpa,reenventa nos dois instrumentos, uma nova melodia, que seja escrita a dois no coração e inventada na alma,

Existem musicas ainda para serem escritas,e tocadas,musicas maravilhosas, que por vezes com medo dos aplausos,ficam silenciadas.

beijinhos ternos

cleopatra disse...

Hoje, a tua doce poesia
Está envolta
Numa leve névoa de melodia
Que se solta
Da tua doce poesia...

Lindo, como sempre!

Beijo soprado

Lee disse...

Harmonia, beleza, coerência.
Fui iluminado pela apresentação do seu blog, fulminado pelo conteúdo poético, viciado pela imagem da autora.
Permita-me que me recrie em silêncio neste espaço.
Obrigado

Valeria disse...

O cair da noite , a beleza da Lua , o silencio , creio q tudo isso sao melodias perfeitas para a paixao, para o amor ...Lindo poema !
Querida amiga , venho ler poemas belissimos e lhe desejar um dia abençoado !beijos grande

Defensor, O Maldito disse...

Saudações
Gosto sempre de passar por aqui pois acho que é o contraponto ao meu blog. Escrevo, você sabe, de uma maneira "visceral", às vezes nervosa. quando entro no seu blog, e me deparo com suas belas poesias e a música ao fundo, relaxo, e me acalmo.
Bom demais.
Abraços

João Filipe Ferreira disse...

mais um poema lindo.cheio de suavidade...faço minhas as palavras do comentário anterior..vir aqui é cm sair do mundo da confusão e entrar num mundo calmo, relaxante e suave..a tua escrita é mm mt mt mt penetrante e linda..
isso é um dom :)
beijinho menina q escreve lind lindo

Vera disse...

Que poesia tão linda... E com esta música a acompanhar, fazes-me sentir num cantinho do paraíso! Melancólica, mas bem...
Tu és um verdadeiro instrumento da poesia. Tens um dom maravilhoso e espero que nunca ponhas o "teu" violino de parte.
Um beijo enorme!

Fernanda disse...

Escreves lindamente! Qualquer comentário meu soará desnecessário e prolixo.
Seu texto fala por si só...
Bjs no seu coração!!

Márcia(clarinha) disse...

Harmoniosa combinação violoncelo e coração!
lindo dia flor
beijosssssssss
*Que maravilhoso som está enchendo minh'alma de alegria...obrigada querida.

Vera Vieira disse...

Só Vc... já leu o k vc fez acontecer? um xi grAAANde meu bem
e uma lágrima topical (as mais sentidas)

Delfim Peixoto disse...

Não posso passar sem vir outra vez aqui... é que o som do violoncelo é como uma estrela, chama por mim. Ah, só um ditado, chinês, claro, " quem ouve a mesma canção ouve um só coração"!
bjs ternos na tua alma de poetisa!

Tino disse...

Adorei o teu blog e aínda vou ficar para acabar de ouvir a música... :) vou saír daqui com um sorriso!

pensamentos_vagabundos disse...

que mais dizer senão que escreves lindamente...
beijo vagabundo

Marco António disse...

Um som dentro de outro som em tom de cada letra na sua palavra de um tempo sem tempo na cadência da paixão em forma de nota e de alma que vibra.
Calor que emerge do Ser
Em forma de ardor de Ser
Que passa pelo verso de um Ser
Que vibra, Que ama, Que sente.

Um abraço,
Marco António

Arauto da Ria disse...

Angela,eu previa este sucesso, pois logo no inicio senti uma grande poetisa.
A musica é lindissima, mas acredita,ela sem os teus mágnificos poemas a ´trespassá-la seria só uma música linda
Um beijo.

Ricardo Rayol disse...

Lindo. Quem dera eu escrevesse assim