domingo, setembro 24, 2006

O banco do jardim

Sentada no banco vermelho do jardim,
Contemplo a frescura verdejante da folhagem
Das seculares árvores frondosas,
Que desenham sombras no serafim
De olhar fixo à tumultuosa passagem
Das brincadeiras das crianças ruidosas.

No meio dos húmidos relvados,
Maciços perfumados de flores coloridas
Quebram, do verde, a uniforme monotonia.
Em círculos fugidios, os peixes dourados
Beijam, dos nenúfares, as folhas estendidas,
Partilhando as águas em perfeita harmonia.

Longe fica a agitação cinzenta da cidade,
Os carros que buzinam apressados,
As pessoas que passam sem dizer bom dia.
Aqui, os meus sentidos enchem-se de felicidade
E todos os meus problemas ficam dispersados.
No banco vermelho do jardim, respiro a alegria.

2 comentários:

Anónimo disse...

Ainda bem que a tua escrita esta cada vez mais polida , pois cada dia melhores poemas sêem de ti.
Parabéns mais uma vez e continua, so passei aqui um pouco.
Beijinhos gds
Tics

Luamar disse...

Estás cada vez melhor! Que bom é ler-te! Enches-me de orgulho!
Beijo grande