quinta-feira, setembro 21, 2006

O Outono

Soturno, cinzento, macilento,
O céu chora chuvas de lamento
E eu quedo-me à janela
Que pinta o jardim em aguarela.
As folhas, os ramos, abandonam
Para se deitarem no chão,
Vendo as aves que partem e voam
Para reencontrar o Verão.
Eis a vida no seu ciclo fatal,
Despindo-se nos braços do adormecer outonal.

8 comentários:

melinha disse...

pois é...o outono esta ai...e as tuas palavras sao mais belas q qq estaçao! adoro o k escreves msm parabens! bjinhos

PAULO SANTOS disse...

Num salto imenso aterrei aqui!!!!
Vim de um blogg que ambos lemos e gostei do teu comment!
Vim visitar-te e conhecer-te!
Engraçado, ambos no ultimo post falamos do Outono!
Gostei muito do poema e das palavras!
Um convite para leres o meu....

Um beijo

Paulo Santos
www.interiornorte.blogspot.com

o alquimista disse...

É o fascinio da vida em seus caprichosos ciclos...

Doce beijo

Márcia(clarinha) disse...

Que maravilhosas palavras descrevendo o outono!!
Ainda em micro férias vim desejar um lindo dia flor
beijossssssssssss

João Filipe Ferreira disse...

este poema está simplesmenta fantástico...
como adoro cá vir.....
eu ate gosto do inverno..acho q é epoca de romance, misterio e sempre com uma chama de sentimento.. o outono tambem.....e lendo esta poesia..até quem n gosta fica completamente espantado como a beleza q nestas alturas pode encontrar.
beijinho

Luamar disse...

Minha linda, sabes que detesto o Outono, o Inverno, o frio..., mas depois de ter pintado o jardim em aguarela (que lindo!!!), acho que o vou olhar com outros olhos!
Beijinhos

nenúfar disse...

Este poema está qualquer coisa de fenomenal :) *

Nelson Ngungu Rossano disse...

Poema de Outono

O vento soprou
Tão doce e sereno
Tocou-me ao de leve
Girou sentimentos
Dormentes, silentes
Que em voo rasante
Tocaram o chão

O fundo da alma
Fez-se de cor de ouro
Castanho ou laranja
Deu frutos já secos
De um doce amargo
Surgiu o Outono
No meu coração.


(Num dia de sol a antecipar o outono)

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Um poema de Outono que encotrei propositadamente...
teu poema lembra-me que a estação mudou, e até que a vida se condicionou por essa trasição inalterável.
Enfim um poema bem escolhido, e ainda bem que o li!
Gostei muito do teu blog, espero que continues visitando o meu.

Beijo e abraço poético de,

Nelson Ngungu Rossano