sexta-feira, outubro 06, 2006

O adeus


Adeus! Meu lindo e terno amor, adeus! Parti.
Foge de mim! Fui indigna do teu amor,
E agora o meu coração chora com a dor
Cobarde de nunca se ter entregue a ti.

A minha alma é como a vil erva daninha
Que se instala e destrói tudo em seu redor.
Liberta as tuas asas! Voa como condor,
Meu amor! Entrega-te a quem te acarinha!

O crime mais hediondo eu cometi.
Sem dó, sem arrependimento te menti
Em cada amargo momento em que te beijei.

Vai, amor! Para longe, para sempre, vai!
Limpa a lágrima de saudade que cai!
Infame, eu te enganei. Nunca te amei.

7 comentários:

Machado de Carlos disse...

Parabéns! Desgustei-me com belo soneto.

Saramar disse...

Ah! tão triste! O amor frustrado, deixado de lado!
Ainda assim, belíssimo soneto, romântico, rico.
Gostei bastante.

beijos

Márcia(clarinha) disse...

Triste como todo amor interrompido, frustrado, doído.
Lindo como todas são suas palavras.
feliz noite flor
beijossssssssss

max disse...

Ola vi seu comentário no blog de uma amiga e gostária que vc visitasse meu blog para que possamos trocar uma idéia. então espero vc lá valew

In Loko disse...

O Adeus da infedilidade, do arrependimento, destroços de algo que não resultou que aconteceu fugindo ao controlo da vontade.Está bonito e é arrojada a confissão da alma. Os apelos do coração são muito assim: não têm pensamento... e lá vamos nós por aí sem saber porquê! Beijinho Ângela

Fernanda disse...

Tão belo e tão triste. O pior do amor é quando se descobre que nunca se amou de verdade...
Bjs e lindo fds.

Machado de Carlos disse...

Alma Fraterna,A solidão é a chaga sentida,
que chega com punhal vil e rude,
e leva toda a flor da juventude
no carrossel do túnel sem saída. Tua palavra é luz, querida amiga,
com arranjos reais de virtude:
- Perfumes que me amparam amiúde
nos emaranhados desta vida. O tempo passou... inda ouço o vagido
das eras pueris e sem sentido;
- de quando eu fora o centro do mundo. Hoje me reencontro em teu verbo:
- posso sentir de novo o rumo certo
para chegar ao prêmio profundo.