domingo, outubro 15, 2006

O luto


Como as folhas que se deixam cair,
A minha vida é um Outono de pranto.
Faço o luto de querer tanto
Que meus ecos consigas ouvir.

Nesta solidão não mais quero viver.
As minha emoções foram humilhadas.
E de nossas vidas partilhadas
Ficaram só lembranças do meu sofrer.

Por isso ao vento me vou entregar.
Ele que me leve para onde quiser.
Aceitarei serenamente o que me propuser
Para desses grilhões de mágoa me libertar.

5 comentários:

Tati disse...

belo texto.
e uma bela saída para a dor.

bjs

Delfim Peixoto disse...

Mas as folhas que caem
serão na Primavera sementes
do que tu agora não sentes

Nessa solidão deixarás de viver
se tiveres força de lutar
e um dia sem sofrer, amar!

Entrega-te ao vento...
ele que te leve devagar.
Venha esse sentimento
de outra vez querer sonhar

E assim, liberta desses grilhões
voarás certa e novamente
para os corações
que te esperam ansiosamente


*bjnho terno na testa ( tbm com admiração ) mas tbm nos teus olhos, para trazer esse "Sabor a mar" que transpira no teu poema !

Delfim Peixoto disse...

podias colocar aqui uma musiquinha...se quiseres posso ajudar...basta seguires o meu mail!

Louco de Lisboa disse...

Gostei, é assim mesmo... devemos deixar a vida correr!

Até outro instante
Kiss

(Estou com o Delfim, uma musica daria outra alma ao teu blog... aproveita!)

Vera disse...

Tão triste e tão lindo! Com tanta mágoa e tanta esperança! Maravilhoso, como sempre!!!
Um beijo enorme minha amiga poetisa!